Avise seus amigos! A Pecuária é a maior responsável pelo desmatamento da Amazônia. Tome uma atitude! O Brasil  precisa parar de comer carne! Urgente!!!

Você que está preocupado com as queimadas na Amazonia, saiba que muitas delas são criminosas? Feitas para limpar a terra para criar gado? O Brasil é um dos maiores exportadores e consumidores de carne do Planeta. São mais de 200 milhões de bovinos, tem mais bois e vacas do que humanos no Brasil, e a floresta amazônica tem sido devastada ou  desmatada, para criação de gado. Feita a queimada ou desmatada a Floresta, vem o Gado!

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Sob a Pata Do Boi, a Amazônia Virando Pasto

A Amazônia tem hoje 85 milhões de cabeças de gado, três para cada habitante humano. Na década de 1970, o rebanho era um décimo desse tamanho e a floresta estava quase intacta. Desde então, uma porção equivalente ao tamanho da França desapareceu, da qual 66% virou pastagem. A mudança foi incentivada pelo governo, que motivou a chegada de milhares de fazendeiros de outras partes do país. A pecuária tornou-se bandeira econômica e cultural da Amazônia, no processo, elegendo poderosos políticos para defender a atividade. Em 2009, o jogo começou a virar quando o Ministério Público obrigou os grandes frigoríficos da região a se tornarem responsáveis por monitorar as fazendas fornecedoras de gado e não comprar daquelas que têm desmatamento ilegal. “Sob a pata do boi” é um documentário de média metragem (49 minutos), que conta essa história. Dirigido por Marcio Isensee e Sá, o filme é uma produção do site ((o))eco, de jornalismo ambiental, e do Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia). O filme, Sob A Pata Do Boi, deixa tudo isso muito claro. Assista! [sobapatadoboi.com]

Fazendeiros promovem ‘Dia do Fogo’ no sudoeste paraense

Frigorífico na Amazônia. Foto: Marcio Isensee e Sá

Após fazendeiros do entorno da BR-163 no sudoeste do Pará anunciarem o “dia do fogo” para o último sábado (10), o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) registrou uma explosão de focos de incêndio na região, segundo monitoramento do Programa Queimadas. O Ministério Público Estadual investiga o caso.

O “dia do fogo” foi revelado no último dia 5 pelo jornal Folha do Progresso, de Novo Progresso. De acordo com a publicação, os produtores se sentem “amparados pelas palavras do presidente” Jair Bolsonaro (PSL) e coordenaram a queima de pasto e áreas em processo de desmate na mesma data. O objetivo, segundo um dos líderes ouvidos sob anonimato, é mostrar para o presidente que querem trabalhar.

Um dos maiores alvos dos grileiros da região é a Floresta Nacional (Flona) do Jamanxim. Trata-se da unidade de conservação federal mais devastada do país nos últimos 12 meses, segundo o Inpe. A perda de cobertura vegetal nesse período chegou a 135 km², quase uma vez e meia a área de Vitória (ES).

Outra unidade de conservação com diversos focos de incêndio e sob pressão dos grileiros é a Reserva Biológica Nascentes da Serra do Cachimbo. Apesar de a legislação não permitir sequer a presença humana, há diversas invasões, principalmente para criação de gado.

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Pecuária é a maior causa do desmatamento da Amazônia, diz Inpe

Gado criado ilegalmente em área de floresta amazônica recentemente desmatada.

A pecuária é a maior responsável pelo desmatamento da região amazônica. De acordo com levantamento realizado pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e divulgado nesta sexta-feira, 62,2% dos quase 720 mil km2desmatados foram ocupados por pastagens.

O estudo do governo federal considerou as áreas desmatadas nos nove estados da Amazônia Legal até o ano de 2008. Essa área representa 18% de todo o bioma amazônico.

Segundo o instituto, a maior parte dessa área é ocupada atualmente por pasto limpo. “É aquela área em que houve efetivamente um investimento. Ela representa uma intervenção deliberada humana, com bastante cabeça de gado, com a intenção de intensificação de produção”, disse Gilberto Câmara, diretor do Inpe.

Câmara ressaltou ainda que a atividade da agricultura ocupa apenas 5% da área total desmatada –o Mato Grosso é o único estado da região que tem um peso significativo na produção de alimentos.

“Não tem como dizer que a agricultura é a responsável pelo desmatamento, ela não é um vetor importante. O uso que nós fizemos da floresta não foi nobre, não foi para a agricultura produtiva, foi para a agropecuária que ainda hoje é extensiva e precisa de políticas públicas para usar melhor a terra que a gente roubou da natureza”, afirmou o diretor.

A intenção do governo agora é, a partir desses dados, fazer um melhor aproveitamento do potencial produtivo da região e ao mesmo tempo, garantir a preservação dos recursos naturais do bioma.

“Nós podemos aumentar com tecnologia a eficiência da agropecuária e da agricultura, que representa um universo pequeno, aumentando dessa forma a produção sem agredir um patrimônio natural”, afirmou o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante.

“Nós não precisamos desmatar para desenvolver a Amazônia. Nós não precisamos desmatar bioma nenhum para desenvolver a agricultura”, afirmou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

Fonte : as informações são da Folha Online, adaptadas pela equipe BeefPoint.

Fazenda de gado na Amazônia. Foto: Marcio Isensee e Sá

Apesar do custo ecológico de sua produção, o consumo de proteínas animais vem crescendo.

CARLOS LAORDEN

Documentários como Cowspiracy (trocadilho entre “vacas” e “conspiração”) perguntavam, entre suspeitas, por que a produção de alimentos de origem animal não aparecia entre as grandes frentes de luta contra a mudança climática. O dado é impressionante: 14,5% dos gases do efeito estufa − aqueles que causam o aquecimento global − emitidos pela ação humana vêm do setor pecuário, segundo informações da FAO (agência das Nações Unidas para alimentação e agricultura). Ou seja, a digestão das vacas e de outros animais na forma de ventosidades e excrementos, juntamente com o uso da terra exigido para sua criação e alimentação, liberam mais gases que todo o setor mundial de transportes.

Por causa de dados como esse, organizações que defendem dietas baseadas em vegetais, como a ProVeg, pretendem incluir a mudança dos hábitos alimentares entre as prioridades da batalha climática. A ProVeg levou um pedido nesse sentido à Reunião de Cúpula do Clima (COP23), que termina nesta sexta-feira em Bonn (Alemanha). Um estudo publicado no ano passado pela Oxford Martin School, da Universidade de Oxford (Reino Unido), assinalava que se todo mundo se tornasse vegetariano, as emissões da indústria alimentar em geral cairiam quase dois terços. “O objetivo a longo prazo é reduzir em 50% o consumo de produtos de origem animal até 2040”, aponta Cristina Rodrigo, porta-voz da organização.

Para o consumidor é difícil saber a origem da carne vendida nos mercados. Foto: Marcio Isensee e Sá

Pecuária Polui Mais que Automóveis

O gado emite 14,5% do total dos gases do efeito estufa. Desses 7,1 milhões de gigatoneladas anuais de equivalente de dióxido de carbono, a maior parte − 44% − corresponde à fermentação entérica. Ou seja, o processo de digestão no qual − principalmente os ruminantes, e sobretudo os grandes, como as vacas − acabam liberando gás metano na atmosfera. O metano dura menos que o CO2 na atmosfera, mas contribui de forma mais intensa para o aquecimento.

Das emissões do setor, outros 41% vêm da produção de alimentos para os animais, 10% vêm do tratamento de seus excrementos e os 5% restantes, das necessidades de energia da indústria, segundo dados da FAO.

Mas esse objetivo, ao falar de “animais”, mete no mesmo saco vacas, frangos e porcos, por exemplo (e também atuns, camarões e moluscos). E nem todos influem da mesma forma no aquecimento global. Pesca à parte, conseguir um quilo de proteínas comendo carne bovina libera quase o dobro de gases do efeito estufa do que recorrer a pequenos ruminantes, como ovelhas ou cabras, segundo a própria FAO. E o triplo do que levar ao mercado um quilo de proteínas em forma de leite de vaca ou carne de frango ou de porco.

Grandes consumidores, como a China, já apresentaram planos para reduzir o consumo de carnes em geral. Os norte-americanos (que ocupam o segundo lugar no consumo per capita anual de carne, depois da Austrália) comem atualmente nove quilos a menos do que dez anos atrás. Mas a tendência geral é oposta. O crescimento econômico dos países em desenvolvimento e outros fenômenos fazem com que cada vez se coma mais carne. Além disso, a população mundial também cresce. Por isso, se não houver grandes mudanças, as emissões atribuíveis à indústria alimentar continuarão aumentando.

Os caminhos para a redução dessas emissões são dois (embora uma não exclua o outro): um é diminuir o consumo dos alimentos mais poluentes. Isso passa por incentivar uma mudança de dieta que seja transferida para os produtores. “Nós sempre respondemos ao mercado”, esclarece Pekka Pesonen, secretário-geral da Copa-Cogeca, principal organização de agricultores e pecuaristas europeus. “Até que ponto devemos guiar os consumidores em suas escolhas, seja através de impostos ou promoções?”, pergunta.

Pesonen se mostra pessimista quanto à eficácia dessa abordagem, e dá como exemplo o tabaco: “Sabemos que pode ser prejudicial e, apesar de toda a informação disponível, continuamos consumindo”, assinala. Mas Rodrigo, da ProVeg, sustenta que a demanda dos cidadãos não é tanto por produtos concretos, e sim por proteínas “com um sabor e uma textura que sejam familiares e agradáveis para eles”. Por isso, apresenta como opção algumas iniciativas já em andamento, como a produção de salsichas ou de presunto à base de vegetais, e insiste na necessidade de conscientização.

Uma das principais contraindicações desse caminho, o da redução do consumo, é o efeito sobre a economia de quem se dedica a isso. Segundo a FAO, dois terços das famílias rurais mais pobres criam gado, e dependem de sua carne ou seu leite para o próprio sustento. No mundo há, além disso, 500 milhões de pastores. “Quando falamos de carne ou leite, não falamos apenas de comida, mas também do modo de vida de milhões de pessoas em áreas marginais”, destaca Henning Steinfeld, especialista da agência da ONU.

Steinfeld aponta outra dificuldade: em muitos países em desenvolvimento, é muito difícil encontrar proteínas que não sejam de origem animal. “Quem sou eu, um europeu, para lhes dizer que não deveriam consumir a carne que poderia melhorar suas dietas?”, concorda Pesonen. A ProVeg argumenta que o problema não está na agricultura de subsistência ou no pastoreio nesses lugares, e sim “no consumo excessivo, na agricultura industrial e no desperdício de alimentos nos países desenvolvidos”.

Mas as emissões geradas pela atividade pecuária na África subsaariana e no sul da Ásia (Índia, Bangladesh, Paquistão, Afeganistão…) superam em 43% a soma das da Europa ocidental, América do Norte e Oceania, embora os primeiros produzam a metade das proteínas. Isso se deve, em grande parte, à maior produtividade dos exemplares destas últimas regiões.

Por isso, a outra forma de tornar carnes e lácteos mais verdes é reduzir a intensidade de suas emissões. Ou seja, diminuir a quantidade de gases do efeito estufa liberados na produção de cada quilo de proteínas. Steinfeld recorre a um exemplo: melhoras na criação, no tratamento veterinário ou na alimentação dos animais permitiram triplicar a produção leiteira em vários lugares da Índia. A FAO calcula que ampliar essas práticas melhoradas na criação de gado − segundo a agência, facilmente disponíveis − pode reduzir entre 20% e 30% as emissões globais do setor.

“Ao nos referirmos à produção de alimentos a partir de animais, não podemos pensar apenas na mudança climática: não seria justo”, sustenta Steinfeld. “É preciso medir mais fatores, porque para muita gente o gado é muito mais que suas emissões de gases.” Uma questão à parte é a dietética.

Mas, no contexto geral da batalha climática, Pesonen acrescenta que, diferentemente de outros setores, como o do transporte (14% do total de emissões), o pecuário tem até mesmo a capacidade, ainda não explorada, de mitigar o aquecimento. “A maioria das pastagens está degradada porque não é tratada da forma adequada, mas se o pastoreio for bem administrado há um grande potencial para a recuperação desses solos, que são um enorme depósito de carbono”, sustenta Steinfeld. Em contraste, outro estudo de Oxford sustenta que esse sequestro de carbono por parte do gado de pastoreio só ocorre em condições ideais.

Fonte – El País

Roma 18 NOV 2017 – 16:14 CET

CARLOS LAORDEN

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