Dicas de Saúde

Descubra 7 coisas que acontecem no seu corpo quando você para de comer carne

A adoção de uma dieta a base de vegetais está em franco crescimento em boa parte do mundo, isso em função de vários fatores consciencional que está mudando o modo de enxergar das pessoas sobre a vida dos animais, do meio ambiente e da saúde do seu corpo.

Não é novidade para muitos que a ingestão de carne está longe de ser benéfica para o nosso organismo e para o planeta, e para clarear essas informações, listamos através do site forksoverknives.com, 7 coisas que acontecem no seu corpo quando você para de comer carnes e derivados.

Sem dúvidas, esses itens farão você entender na prática que sua forma de viver através de uma dieta a base de vegetais vale mais a pena do que imaginava.

Confira as 7 coisas que acontecem quando você para de comer carne e produtos de origem animal:

 

1. Redução da inflamação do corpo

O sangue precisa de um PH levemente alcalino para que tudo no seu corpo funcione adequadamente, portanto, comer carne, queijos e alimentos altamente processados, eleva os níveis de inflamação em seu corpo em função da acidez proporcionada por esses alimentos. (Sim, há alimentos que alcalinizam, e outros que acidificam).

Enquanto a inflamação de curto prazo (como após uma lesão) é normal e necessária, a inflamação que dura por meses ou anos não é. A inflamação crônica tem sido fortemente associada ao desenvolvimento de aterosclerose, ataques cardíacos, acidentes vasculares cerebrais, diabetes, e doenças auto-imunes, entre outras condições.

Por outro lado, dietas à base de plantas são naturalmente anti-inflamatórias porque alcalinizam mais o sangue. São ricas em fibras, antioxidantes e outros fito-nutrientes, e muito menores em substâncias inflamatórias como gordura e endotoxinas saturadas (toxinas liberadas a partir de bactérias comumente encontradas em alimentos de origem animal).

Estudos têm demonstrado que as pessoas que adotam dietas à base de plantas podem diminuir drasticamente o seu nível de proteína C-reativa (CRP), um indicador de inflamação no corpo.

2. Redução de colesterol no sangue

Como já é sabido, o colesterol elevado no sangue aumenta o risco de doenças cardíacas e derrames cerebrais, duas situações associadas ao consumo de carnes e derivados animais como queijo que é rico em gordura, isso porque a gordura saturada é um dos principais fatores de elevação dos níveis de colesterol no sangue.

O colesterol no sangue cai até 35% com uma alimentação à base vegetais, é o que revela alguns estudos.

Em alguns casos esta redução é comparada a tratamento com remédios, embora no caso de uma alimentação correta os efeitos secundários são positivos, que é diferente do uso de remédios.

No entanto, pessoas que necessitam do uso de medicamentos podem aderir a uma dieta à base de vegetais como coadjuvante em seu tratamento com a finalidade de reduzir níveis de colesterol e o risco de doenças cardiovasculares.

Vegetais integrais reduzem o colesterol no sangue por terem baixa gordura saturada e contem zero colesterol. São ricas em fibras, o que reduz ainda mais os níveis de colesterol no sangue. A soja (in natura) também desempenha um papel na redução do colesterol, para aqueles que querem incluí-la na alimentação.

3. Seu microbioma irá se transformar

Todo nós possuímos trilhões de micro-organismos dentro do nosso corpo que são coletivamente chamados de microbioma.

Estes micro-organismos são de suma importância para manter a saúde, eles ajudam na digestão de alimentos, produzem nutrientes críticos ao corpo, fortalecem todo o sistema imunológico, ligam e desligam genes, mantem o tecido intestinal saudável, e também ajudam a proteger do câncer.

Desempenham um papel importante no controle da obesidade, diabetes, aterosclerose, doenças auto-imunes, doenças inflamatórias do intestino e doenças do fígado.

E os vegetais ajudam a manter a flora intestinal saudável. As fibras presentes nestes alimentos são agentes promotores do crescimento de boas bactérias no intestino.

Alguns estudos mostraram que quando pessoas consomem colina ou carnitina naturalmente encontradas em carnes, ovos e produtos lácteos (leites e queijos), as bactérias do intestino transformam-as em uma substância convertida pelo fígado em um resíduo tóxico ao corpo chamado TMAO, que aumenta as chances de formação das placas de colesterol em vasos sanguíneos e aumenta o risco de ataque cardíaco e AVC.

4. Mudará a forma de funcionamento de seus genes

Cientistas descobriram que o estilo de vida das pessoas, bem como o meio ambiente, são fatores que podem ligar e desligar genes em nosso corpo.

Isso significa que antioxidantes e outros nutrientes presentes nos alimentos vegetais integrais podem alterar a expressão do gene otimizando a forma que as células reparam DNA danificado.

Uma dieta baseada em vegetais aliada de outras mudanças de estilo de vida, alonga os Telômeros, que são as cápsulas ao final dos cromossomos que ajudam a manter o DNA estável. Neste caso, o envelhecimento nas pessoas poderá ficar mais lento, uma vez que os Telômeros curtos são ligados ao envelhecimento e também a mortes prematuras.

5. Reduzirá enormemente as chances de contrair diabetes tipo 2

Há uma estimativa que 38% dos americanos têm a chamada pré-diabetes, que é precursora da diabetes tipo 2.

Foi apontado em alguns estudos como fator de aumento de risco de diabetes tipo 2, o consumo de proteína animal, especialmente a carne vermelha processada.

Os adventistas americanos onívoros, têm o dobro da taxa de diabetes em comparação com veganos. Na população adventista, comer carne uma vez por semana ou mais ao longo de um período de 17 anos aumentou o risco de diabetes em 74%

Estudos feitos pela “Health Professionals Study” e “Nurses Health Study”, denotaram que aumentar mais meia porção de carne ao dia também pode aumentar o risco de diabetes em 48% ao longo de 4 anos.

E por qual razão carne pode causar diabetes do tipo 2?

Por algumas razões. Por exemplo: a gordura animal, o ferro de origem animal (heme), e os conservantes de nitrato presentes na carne danificam as células pancreáticas, pioram as inflamações, causam ganho de peso, e prejudicam o funcionamento da insulina.

A melhor base de proteção para esta doença é o consumo de grãos integrais, que ajudam também como coadjuvantes para quem já tem que lidar diariamente com a diabetes.

6. Irá ter a quantidade e o tipo certo de proteína

Americanos médios consomem em média 1.5 mais proteína do que o necessário, em grande parte advinda de animais.

E ao contrário do que se pensa, o excesso de proteína não causa hipertrofia ou emagrece. Na verdade, o excesso de proteína vai ser armazenado como gordura ou é transformado em resíduos, neste caso, a proteína animal é considerada uma das principais causadoras do ganho de peso, doença cardiovasculares, associação ao diabetes, inflamação no corpo e câncer.

Enquanto a proteína encontrada em alimentos vegetais integrais tem ação protetora em relação a muitas doenças crônicas.

E não há necessidade de controlar a ingestão dessas proteínas de origem vegetal, tão pouco fazer suplementação se você está atento a quantidade certa de calóricas que ingere diariamente, neste caso, você já vai consumir proteína o suficiente.

7. Irá impactar de forma positiva todos os seres vivos e o planeta

Assim como podemos observar em diversas partes do Brasil, como no cerrado ou na amazônia, a industria pecuária é destrutiva, e isso se aplica em todo o planeta.

Essa industria é a que mais contribui para as emissões de gases do efeito de estufa no mundo, e é uma das que mais usa recursos hídricos (água) e agrário (nossas terras). Assim é o desmatamento, bem como a destruição da vida selvagem, e a extinção de espécies.

Cerca de 14.000 litros de água são necessários para produzir apenas um quilo de carne bovina nos EUA. (Para você entender como esse dado é preocupante, um banho diário gasta cerca de 145 litros)

Em função da pesca predadora, os oceanos estão ficando sem peixe mais rápido que suponhamos, segundo algumas estimativas, os oceanos podem estar completamente sem peixe até o ano de 2048.

O sistema de alimentação atual, com base no consumo de carnes e leites, também vão de encontro com algo realmente entristecedor, mas que podemos reverter: a fome mundial, pois a grande maioria dos grãos que são cultivados em terras férteis em todo o globo vão para a alimentação do gado, e não para as pessoas.

A saúde do planeta tem impacto direto sobre a nossa própria saúde, dependemos dele para respirar, beber e comer.

É importante lembrar que as escolhas de hoje, são a garantia de um mundo melhor amanhã. Portanto, fiquemos atentos para dar o nosso melhor.

Obrigado pela leitura.

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