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Como vegetarianos se comportam no carnaval?

O Carnaval é um período muito esperado por foliões que não dispensam bloquinho, bailes, ou desfilar em escolas de samba. É uma data muito alegre para o bem da diversidade que mistura estilos de pessoas, gêneros, gostos musicais, e sobretudo há uma multiplicação de cores através de plumas e purpurina.

Aparentemente, para nós humanos, o carnaval é uma manifestação que precisa ser celebrada, e não há motivos para que isso não aconteça. No entanto, não estamos acostumados ainda a pensar na origem e consequências de nossas escolhas, por isso uma pergunta contundente vem a tona: qual a origem e as consequências da utilização de plumas e de gliter?

Essa pergunta pode parecer inadequada no momento da folia, mas é importante para conscientizar a respeito do que passam as aves, os peixes, e o meio ambiente.

As penas que são usadas para enfeitar e colorir o Carnaval do Brasil vêm de aves como o faisão, pavão, ganso e avestruz. Essas aves são criadas pela mesma indústria cruel que nós vegetarianos não aceitamos.

Foto reprodução internet

O Brasil é um dos maiores importadores de penas e plumas vindas da África do Sul, China e Índia. E para as penas e plumas existirem no carnaval, o processo é em levantar as aves pelo pescoço, amarrar suas patas para assim as penas serem arrancadas a mão.

Foto reprodução internet

Não é preciso esclarecer que este processo provoca muita dor e sofrimento.

As aves ficam expostas ao sol sujeitas a infecções graves. A luta desses animais durante a retirada das penas chega a provocar fraturas.

Mas esse sofrimento vai muito além de embelezar fantasias, as penas são um verdadeiro tesouro: uma única pena de faisão pode chegar a custar 23 Euros, cerca de R$ 100.

Faisão
Faisão Venerado – Foto reprodução internet

Se aproveitarmos a reflexão do motivo por trás da necessidade de usar ou de nos embelezar com algo de origem animal, chegaremos a muitos pensamentos, mas um simples de observar é que o homem se faz limitado pela sua ignorância e falta de criatividade, além de reconhecer a beleza exclusiva das aves.

O ideal para quem quer usar penas, é a alternativa mais obvia: usar penas sintéticas ao invés das naturais, modo simples onde não haverá dor nem exploração. O Carnaval que é uma data alegre será mais ético e empático. E para constatar essa possibilidade, muitas celebridades conscientes já aderiram a penas sintéticas.

As consequências desastrosas também são uma realidade para os peixes e meio ambiente com o uso de purpurina e gliter, que são feitos de micropartículas de plástico e levam centenas de anos para se decompor na natureza.

fantasia purpurina
Foto reprodução – Woo! Magazine

Esse material não pode ser recolhido das ruas pelo seu tamanho, e é danoso após ser levado pela água, tanto da chuva quanto do banho.

Ao entrarem em contato com o mar ameaça a vida marinha, pois aumenta o volume de microplástico e há a interação com outros tipos de poluentes, pode causar a morte de peixes e tartarugas após serem ingeridos e atrapalha a fotossíntese de algas.

O ecossistema marinho já está em um forte desequilíbrio pelas atividades de pesca industrial e pelos poluentes escorridos pelos rios ou pelas praias.

poluindo o mar
Foto reprodução internet

Mas assim como são fabricadas plumas sintéticas, o mercado também já atende a foliões e maquiadores com gliter biodegradável que se decompõem facilmente.

Ao ler o rótulo dos produtos, fique atento aos componentes Polyethylene ou polypropylene. Gliter com estes itens são poluentes, o ideal é procurar marcas que estão de acordo ao meio ambiente.

Vale lembrar que nosso futuro depende de nossas escolhas hoje.

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