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Alckmin diz que vai vetar projeto de lei que proíbe carne às segundas-feiras

governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse nesta terça-feira (2) que irá vetar o projeto de lei (PL) que estabelece a “segunda sem carne” (leia) no estado São Paulo. De autoria do deputado Feliciano Filho (PSC), que é ligado à causa animal, o PL número 87/2016 foi aprovado na Assembleia Legislativa em 27 de dezembro.

“Embora louve a boa intenção dos propositores do projeto, ele é equivocado. Primeiro, ele cerceia o direito das pessoas. Mais um intervencionismo do Estado, desconsiderando a capacidade de julgamento e de decisão das pessoas”, disse o tucano em entrevista ao Canal Rural.

O texto proibia “o fornecimento de carnes e seus derivados às segundas-feiras, ainda que gratuitamente, nas escolas da rede pública de ensino e nos estabelecimentos que ofereçam refeição no âmbito dos órgãos públicos”.

A redação não deixava claro se a medida valeria apenas para carne vermelha ou se abrangeria também aves e peixes. Hospitais e unidades de saúde pública ficariam isentas desta proibição.

O projeto também pretendia obrigar restaurantes, lanchonetes e bares a fixar em local visível ao consumidor um “cardápio alternativo sem carne e seus derivados”. O texto previa multa de 300 Unidades Fiscais do Estado de São Paulo (Ufesps) em caso de descumprimento (o que equivale, atualmente, a R$ 7.521).

O deputado afirmou, em sua página no Facebook, que a lei daira à população “um dia por semana para pensar sobre a aflição dos animais nos abatedouros e lembrar que, como nós, eles também têm direito a uma vida livre de sofrimento”.

Via G1

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One Reply to “Alckmin diz que vai vetar projeto de lei que proíbe carne às segundas-feiras

  1. Esperar o que de um governador vendido aos ruralistas? O projeto é maravilhoso, mas infelizmente as pessoas não tem conhecimento suficiente pra entender que vai muito além de uma “escolha pessoal”. E tem muita gente que sabe, mas não se importa. Parece ser difícil pensar no coletivo, no meio ambiente e nos animais, muitos fazem piada do sofrimento à que são submetidos. Ficaria realmente surpresa se o projeto passasse.

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